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25ª Edição: Por que sou Leão?

lionsclubeelos
25 de set.
3 min de leitura
Júnior ao lado do seu padrinho Raniere, na Ponte de Amizade.
Júnior ao lado do seu padrinho Raniere, na Ponte de Amizade.

Do LEO ao Lions, uma trajetória construída pelo servir. 


Josedil da Silva Barros Junior conheceu o movimento ainda jovem, quando foi convidado por dois colegas de escola, Antônio Lúcio e Rodrigo Koyama, que já participavam do LEO Clube. O convite parecia simples: conhecer um grupo de jovens que se reunia para desenvolver ações e ajudar quem precisava. Mas aquela experiência acabou mudando sua trajetória. “Naquela época, aquilo era contagiante. A gente se virava nos 30 para fazer campanhas e ajudar quem precisava.”


Para Josedil, descobrir que era possível dedicar tempo e energia ao próximo sem esperar nada em troca despertou algo que nunca mais o abandonou. Anos depois, a chegada ao Lions representou uma continuidade natural dessa história: mudaram a idade, as possibilidades e a dimensão das ações, mas permaneceu o mesmo propósito.


Ao longo dessa caminhada, Josedil percebeu também que servir não depende apenas dos recursos de um clube, mas das conexões que cada associado consegue mobilizar. Ele lembra, por exemplo, de uma reunião em que surgiu a necessidade de conseguir óculos para uma criança cuja família não tinha condições de comprá-los. Com muitos anos de atuação profissional em sua cidade, ele acionou imediatamente um amigo do setor e perguntou quanto custaria produzir os óculos. A resposta chegou poucos minutos depois: “Isso é por minha conta.” O amigo nem sequer fazia parte do Lions, mas encontrou naquela oportunidade uma maneira de participar do serviço. Para Josedil, episódios assim mostram uma das forças do movimento: “A gente consegue envolver até pessoas que não fazem parte do Lions, mas que também querem ajudar.”


A experiência que mais marcou sua trajetória, porém, aconteceu durante a pandemia. Em um momento em que muitas famílias estavam sem trabalhar e enfrentando dificuldades para atender até mesmo às necessidades básicas, o clube mobilizou recursos e preparou 100 cestas básicas. As famílias foram identificadas com o apoio do Fundo Social de Solidariedade do município e os associados se dividiram em equipes para realizar as entregas. Em uma delas, Josedil encontrou uma mulher acompanhada de seu filho com deficiência. Quando recebeu a cesta, ela começou a chorar e disse que não sabia o que teria para o almoço naquele dia. “Aquilo bateu muito forte em mim. Era uma cidade relativamente pequena e havia uma família ali, tão perto de nós, sem saber o que teria para comer algumas horas depois.” Para ele, aquele encontro tornou concreto o significado do servir: chegar exatamente quando alguém precisa.


É por histórias como essas que Josedil não hesita quando responde à pergunta “Por que sou Leão?”. Ele fala da amizade, do contato entre pessoas e, sobretudo, da confiança existente em uma rede capaz de mobilizar ajuda mesmo entre pessoas que nunca se encontraram. Quando surge uma emergência em outra cidade, explica, um Leão pode apoiar outro clube com a segurança de que aquela contribuição será transformada em atendimento à comunidade. E guarda até hoje um ensinamento do saudoso Companheiro Celso Junqueira para explicar essa escolha: no Lions, servir exige compromisso verdadeiro. Não se entra buscando status ou reconhecimento, mas com disposição para dedicar tempo, trabalho, recursos e energia em favor de outras pessoas. “Tenho um orgulho tremendo de dizer que sou Leão. Faço parte de uma organização com mais de cem anos, presente no mundo inteiro, com um propósito muito claro: servir ao próximo. É isso que eu gosto de fazer e é disso que tenho orgulho de fazer parte.”


Nota: Josedil soma 13 anos de trajetória no movimento, sendo 4 anos no LEO Clube e 9 anos como Leão. Atualmente, ele e sua esposa, Daniella, são associados do Lions Clube São Paulo ELOS, e sua filha é aspirante a LEO, dando continuidade juntos a essa história de serviço.

 
 
 

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