24ª Edição - Do LEO ao Lions: Uma Jornada de Propósito
- lionsclubeelos
- 26 de mar.
- 2 min de leitura
Minha história com o servir começou cedo, em 1991, quando recebi um convite que mudaria completamente o rumo da minha vida: participar do LEO Clube de Registro.

Naquele momento, talvez eu ainda não tivesse dimensão, mas hoje eu sei — foi ali que tudo começou de verdade.
Foi no LEO que aprendi, na prática, o que significa olhar para o outro com empatia, agir com responsabilidade e entender que pequenas ações podem transformar realidades. Mais do que desenvolver habilidades, foi ali que meu caráter foi sendo moldado. Minha liderança, que muitos dizem ser nata, encontrou espaço para crescer, mas, acima de tudo, encontrei propósito: minha missão de vida.
Com o tempo, percebi que aquilo não era apenas uma fase ou uma atividade voluntária — era um chamado. Um chamado para cuidar das pessoas de forma integral, para estar presente, para ser, de alguma forma, instrumento de transformação na vida de quem mais precisa.
Essa vivência influenciou diretamente minhas escolhas. Busquei minha formação acadêmica sempre conectada a esse propósito: graduei-me em Direito, fiz MBA em Gestão do Terceiro Setor, mestrado em Ciências Sociais, com especialização em gestão do SUAS e em Políticas Públicas. Cada passo foi pensado para que eu pudesse fazer mais, fazer melhor e alcançar mais pessoas a quem pudesse auxiliar e transformar vidas.
Na minha trajetória profissional, passei por diferentes espaços — setor público, privado e terceiro setor — e, em todos eles, levei comigo aquilo que aprendi lá atrás: o compromisso com o ser humano. Atuei sempre em cargos de gestão na área da saúde, responsabilidade social, projetos comunitários e, hoje, tenho a missão de trabalhar na gestão pública municipal, diretamente na garantia de direitos de pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade. É uma grande responsabilidade, mas também uma oportunidade diária de fazer a diferença.
Dentro do movimento leonístico, vivi experiências que jamais imaginei. Assumi funções de liderança, representei o Brasil em eventos internacionais, participei de uma Convenção Internacional — um dos maiores eventos do mundo leonístico, em Chicago — e recebi o título de Companheira LEO do Ano, um reconhecimento que carrego com muita gratidão, não como um prêmio pessoal, mas como símbolo de tudo o que vivi e aprendi servindo.
Mas, no fundo, o que mais me marca não são os cargos ou os reconhecimentos. É saber que, em algum momento, pude ser presença na vida de alguém. Que contribuí, ainda que de forma simples, para transformar uma realidade, acolher uma dor, abrir um caminho.
Ao longo dos anos, passei por diferentes clubes, cidades e até instituições, mas nunca me afastei daquilo que me move: servir! E, quando retornei ao Lions Clube de Registro, senti como se estivesse voltando para casa.
Hoje, olho para trás com gratidão e para frente com a mesma certeza que nasceu lá no início: servir vale a pena. Sempre vale.
Tenho orgulho de ser voluntária.
Tenho orgulho de ser Companheira Leão.
E tenho, acima de tudo, gratidão por poder viver uma vida com propósito.
Mauren Brandt
Associada do Lions Clube de Registro
Distrito LC-2



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